Todo
mês de outubro, o Brasil se ilumina de rosa para lembrar algo que os números
mostram com clareza: o câncer de mama é uma doença comum, e o diagnóstico
precoce muda o desfecho. O condomínio, que reúne dezenas ou centenas de
famílias sob o mesmo teto, é um espaço privilegiado para levar essa mensagem
adiante.
O
tamanho do desafio
Segundo
o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são esperados cerca de 78.610 novos
casos de câncer de mama por ano no triênio 2026–2028, o que representa risco
estimado de 71,57 casos a cada 100 mil mulheres. É um aumento de cerca de 5 mil
casos anuais em relação ao período 2023–2025, e a doença responde por
aproximadamente 30% dos cânceres diagnosticados em mulheres brasileiras. Para
quem mora no Sudeste, o alerta é ainda mais direto, porque a região tem o maior
risco do país, com 88,29 casos por 100 mil mulheres.
Embora
o risco cresça com a idade, o problema não se restringe às mais velhas. O
número de casos entre mulheres mais jovens tem aumentado, o que reforça a
necessidade de informação para todas as faixas etárias.
O
que mudou no acesso à mamografia
Uma
novidade importante merece destaque no comunicado do condomínio. Em setembro de
2025, o Ministério da Saúde passou a garantir o acesso à mamografia no SUS para
mulheres de 40 a 49 anos, mesmo sem sintomas. A justificativa é que essa faixa
etária concentra 23% dos casos da doença. O exame nessa idade é feito por
decisão conjunta entre a paciente e o profissional de saúde, que deve explicar
benefícios e desvantagens do rastreamento. Já para as mulheres de 50 a 74 anos,
o rastreamento regular segue a cada dois anos, com a faixa etária estendida até
os 74. Acima dessa idade, a indicação é personalizada, conforme histórico
clínico e expectativa de vida.
A
rede pública já tem estrutura para esse cuidado: em 2024, o SUS realizou cerca
de 4 milhões de mamografias de rastreamento. Vale lembrar aos moradores que o
ponto de partida é a unidade básica de saúde mais próxima, e que a orientação
sobre quando e com que frequência fazer os exames é sempre individual e deve
vir de um profissional.
Como
transformar informação em ação no condomínio
Com
esses dados em mãos, o síndico e o conselho podem montar uma programação
simples e de baixo custo. A decoração rosa na portaria, nos elevadores e na
fachada chama a atenção, mas o efeito é maior quando vem acompanhada de
conteúdo. Cartazes com os números do INCA e a nova regra de acesso à
mamografia, por exemplo, informam sem exigir que ninguém participe de um
evento.
Uma
roda de conversa no salão de festas, com um profissional de saúde da região ou
de uma unidade básica, aproxima o tema da rotina e abre espaço para dúvidas que
muita gente tem vergonha de fazer. Convidar também os homens é uma boa decisão:
eles são filhos, maridos e amigos, e podem incentivar as mulheres da família a
procurar atendimento. Uma caminhada em grupo, uma aula aberta de alongamento ou
uma campanha de arrecadação para instituições de apoio a pacientes reforçam a
mensagem de cuidado e criam laços entre vizinhos.
Cuidados
na organização
Combine
a data e o local com a administração e informe os moradores com antecedência.
Deixe claro, nos comunicados, que o objetivo da ação é informar e que ela não
substitui consulta médica. Prefira sempre materiais baseados em fontes
oficiais, como INCA e Ministério da Saúde.
Um
condomínio engajado não cura ninguém, mas pode ser o empurrão que falta para
uma moradora marcar o exame que vinha adiando. Em uma doença em que o
diagnóstico precoce faz tanta diferença, isso já é muito.
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Protel apoia iniciativas que promovem bem-estar e integração entre os
moradores. Confira o PROTEL PLUS e veja as clinicas que temos parcerias para
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Fontes: INCA – Estimativa 2026–2028 · Ministério da Saúde – mamografia a partir dos 40 anos