Animais de estimação em condomínios

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Cada vez mais os animais de estimação ganham espaço entre as famílias. De acordo com o último censo do IBGE, realizado em 2020, o Brasil possuía até então, 139,3 milhões de pets distribuídos pelos lares em todo o país, fazendo parte das famílias nas grandes e pequenas cidades.

De acordo com o levantamento de uma conceituada revista eletrônica, os Estados Unidos da América é o país com a maior população de animais de estimação no mundo. Estima-se que por lá, o mercado de pets movimente US$ 124,6 bilhões, enquanto o Brasil tem um somatório em Real na casa de 20,3 bilhões.

Mas o que há de comum entre o mercado pet e os condomínios? Tudo! Muitos desses animais vivem em apartamentos, sendo membros de diversas famílias; muitos inclusive com tratamentos dignos de um membro da família Real.

No município do Rio de Janeiro, em 02 de abril de 2008, foi aprovada na Câmara dos Vereadores a Lei de número 4.785, do vereador Átila Nunes Neto, que garante a habitação de animais de estimação nas unidades de condomínios. Um grande avanço no que diz respeito aos cuidados com os pets.

Todas essas demandas se dão por conta da crescente verticalização das cidades.

Muitos condomínios, tanto no Rio de Janeiro, como em São Paulo, estão adotando como medida a disponibilização de espaços pets, que poderiam ser comparados aos playgrounds – um lugar de recreação para os bichinhos que precisam se exercitar. Essa medida vem para ajudar também os donos dos animais que não precisariam mais chegar cansados do trabalho e ainda ter de levar o seu cãozinho, por exemplo, para esticar as patinhas pelas ruas e praças do bairro. O que também seria um auxiliador para a segurança dos indivíduos, quando pensado na periculosidade que as grandes cidades apresentam.

Existem algumas vantagens em se ter um espaço desse disponível para os condôminos e seus mascotes. Vejamos a seguir:

  • Propiciando as brincadeiras sem que seja necessário sair do condomínio para isso;
  • Reduz as reclamações dos vizinhos, uma vez que os bichinhos, em especial os cachorros, não mais ficariam estressados sem ter um espaço seu para gastar a energia;
  • Melhora a saúde e qualidade de vida dos animais;
  • Preservação das áreas comuns dos condomínios, e menos dor de cabeça com problemas desse tipo, uma vez que haveria um local destinado para eles;
  • Estimula a interação entre os moradores.

Já imaginou viver em um condomínio onde o índice de reclamações por conta de perturbações dos animais pudesse ser reduzido, em decorrência de se ter uma área destinada para que eles pudessem gastar toda a energia que se acumula ao longo do dia?

Implantação de uma área pet em seu condomínio

 Se o seu condomínio ainda não possui uma área pet, mas você se interessou por esse artigo e tem como objetivo apresentá-lo aos seus vizinhos, é importante conversar com o seu síndico e levar o assunto para uma assembleia, para que haja uma votação. Além disso, o síndico deverá sanar todas as dúvidas com a administradora para saber como implementar a área e quais medidas precisarão ser adotadas, como por exemplo:

  • A escolha e adaptação do local;
  • Instalações de materiais duráveis e de fácil limpeza;
  • Cuidado quando for escolher as ornamentações para o espaço, não optando por plantas pontiagudas ou tóxicas.
  • Definir as responsabilidades de cada morador para que o local esteja sempre limpo e organizado.

Tão importante quanto o nosso bem-estar, é o bem-estar dos nossos amiguinhos.

Fontes: IBGE; Admverti; Prefeitura de Piracicaba-SP e; Forbs.