Gestão de pessoas em condomínios

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Os condomínios de médio e grande porte são comparáveis a empresas quando o assunto se refere a geração de empregos diretos e indiretos.

Tanto para aqueles que terceirizam pessoal quanto para os que contratam diretamente, há uma importante missão do síndico, em conjunto com o corpo diretivo, em definir uma política de gestão de pessoas.

 Um condomínio que apenas foca sua administração na gestão financeira (pagamentos a fornecedores, controle de inadimplência e outros processos correlatados) corre um sério risco de não contar com a esperada qualidade de serviços, pois, esta possui uma correlação direta com a gestão de pessoas.

Serviços são, fundamentalmente, prestados por pessoas. Pessoas precisam estar motivadas e qualificadas para boas entregas.

 Na portaria, na limpeza, na ronda, na manutenção ou na administração local, a equipe precisa ser alvo de um consistente trabalho de gerenciamento e o síndico pode dar toda a diferença a esses processos se compreender bem as dimensões integradas da gestão de seu pessoal, quer próprio ou terceirizado.

Na gestão de terceiros, cabe ao corpo diretivo definir os procedimentos e selecionar fornecedores que adotem boas práticas na gestão de pessoas e tenham sinergia com a crença de que pessoal satisfeito e motivado é a alavanca para serviços de qualidade.

 Na gestão da equipe própria/orgânica todos os processos são diretamente resultantes da política de pessoal definida (seleção, remuneração, benefícios, treinamento, avaliação de desempenho e indicadores). Trataremos disso a seguir, enunciando cada um dos processos.

Vejamos os 6 (seis) processos de gestão de pessoas com base em um dos mais clássicos e completos autores de gestão de pessoas, Professor Idalberto Chiavenato:

  1. AGREGAR – Processo de seleção bem estruturado. Cada cargo-alvo deve contar com um perfil previamente definido de habilidades, técnica, formação, experiência, local de moradia, dentre outros.  A adoção de entrevistas estruturadas, presenciais ou virtuais, dinâmicas, testes, dentre outros devem ser utilizadas nesse processo, além da tomada de referências.
  2. APLICAR – Selecionado e admitido o profissional, o passo seguinte é a integração do mesmo ao ambiente de trabalho, instalações e equipe de trabalho. A apresentação da história do condomínio, sua convenção, normas internas e perfil de condôminos, complementam a ambientação. Outro ponto integrante do processo de aplicação de pessoas é a clara descrição do cargo, procedimentos, responsabilidades e realizar a avaliação de desempenho periódica.
  3. RECOMPENSAR – Trata-se da definição da política de remuneração, programas de incentivos e benefícios. É importante instaurar um ambiente de meritocracia.
  4.  DESENVOLVER – A qualidade de serviços depende de colaboradores bem treinados.
  5.  MANTER PESSOAS – Significa reter os colaboradores e isso se dá a partir de um ciclo virtuoso de bom clima organizacional, liderança que inspira, diálogo, feedback, chances de crescimento e desenvolvimento profissional. Para condomínios, o ideal é ter a menor taxa de rotatividade de pessoal possível, razão pela qual esse processo requer muita atenção.
  6. MONITORAR – Trata-se de um placar contínuo do gestor com os principais indicadores relacionados à gestão de pessoas, a saber: taxa de turnover (rotatividade), nível de absenteísmo (faltas/atrasos/ausências periódicas), nível de satisfação dos colaboradores, nível de satisfação dos condôminos com a qualidade dos serviços prestados.

Em suma, se seu time não está performando como gostaria, faça uma análise profunda se em seu condomínio existe uma efetiva política de gestão de pessoas.

Times vencedores, via de regra, além de contarem com um líder exemplar, precisam ter estratégia e tática para gerar uma operação de alta qualidade.

 Revise os 6 processos citados e não esqueça: eles são interdependentes e precisam estar alinhados e realimentados continuamente.